12/05/2016

Empowerment e Tomada de Decisões na Gestão de Projetos

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Muitos projetos fracassaram, pois a autoridade para tomada de decisão foi delegada a pessoas que não possuíam os requisitos de qualificação e experiência apropriados para fazê-lo de forma adequada. Uma boa delegação necessita de uma avaliação prévia de que o profissional em que se depositará a responsabilidade está equipado para tomar decisões e, então, gerenciar os resultados de suas decisões.

Ou seja, o gerente de projeto deve evitar a centralização das decisões, pois quanto maior a complexidade do projeto, mais impossível que ele consiga lidar com todas as demandas do projeto por conta própria. Porém, não bastará que ele delegue parte da responsabilidade pela tomada de decisões para outros membros da equipe, ele deverá saber identificar quais membros possuem experiência e qualificações adequadas para cada nível de decisão a ser tomada.

Delegação, no entanto, não significa simplesmente transferir a responsabilidade, mas, também, fornecer os elementos que irão permitir à pessoa, que recebe o poder de decisão, aplicar e desenvolver suas habilidades para que suas decisões gerem os melhores resultados possíveis: esse é o conceito de “empowerment”.

Empowerment significa acordar os objetivos, definir uma estrutura de trabalho, mas deixar ao tomador de decisão um grau de liberdade para fazer escolhas dentro desta estrutura de trabalho. É comum, no entanto, que o gerente imponha aos membros da equipe regras de trabalho muito estreitas e rígidas, o que se opõe a uma das boas práticas de desenvolvimento de equipes, segundo a qual para se desenvolver totalmente a capacidade de uma equipe é preciso delegar, tutorar e treinar os seus membros de forma constante.

O processo de empowerment da equipe tem grande possibilidade de ser eficaz em serviços altamente customizados, com relações com o cliente de longa duração, envolvendo processos não rotineiros e complexos e equipes altamente capacitadas, características de serviços profissionais (como o são os projetos). Por outro lado, é necessário que essa forma de gestão seja exercida de forma diferente, dependendo das características do serviço (ou projeto) e do ambiente em que ele ocorre.

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Referências:

  1. BARNES, N. M. L.; WEARNE, S. H. The Future for Major Project Management. International Journal of Project Management, August, Vol. 11, 1999, Nº 3.
  2. SILVESTRO, R. Positioning Services Along the Volume-Variety Diagonal: The Contingencies of Service Design, Control and Improvement. International Journal of Operations & Production Management, Vol. 19, Nº 4, 1999, pp. 399-420.
  3. TURNER, J. R. Five Necessary Conditions for Project Success. International Journal of Project Management, Vol. 22, 2004, 349–350.

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Cronograma e EAP nativos
Valor agregado (Curva S)
Portfólio hierárquico
Customização total
Treinamento vivencial
Inteligência artificial
Integração com seus sistemas
24 anos de maturidade